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Como falar sobre o coronavírus com seu filho?

Como falar sobre o coronavírus com seu filho

Muitos pais estão demonstrando dificuldades para explicar sobre o coronavírus aos seus filhos. Por isso, confira algumas dicas para facilitar esta conversa.

O novo coronavírus tem apavorado muitas pessoas em todo o mundo, principalmente pais, por temerem não saber orientar corretamente seus filhos quanto ao contágio. 

Segundo Guilherme Polanczyk, professor de psiquiatria da infância e adolescência da Faculdade de Medicina da USP, diante de situações alarmantes como a epidemia do novo coronavírus, também conhecido como COVID-19, a primeira coisa que os pais devem fazer é facilitar o acesso de crianças e jovens a informações precisas e confiáveis sobre a doença.

Segundo Guilherme, além de vivermos em um momento repleto de Fake News (notícias falsas), a quantidade de informações sobre a doença permite que as crianças passem a fantasiar sobre o assunto, levando elas ao medo e a separação dentre elas.

Como falar sobre o coronavírus com seu filho

Antes de tudo…

É preciso que os pais controlem seus próprios medos e busquem informações verdadeiras, pois as crianças precisam ter esse acesso a informações confiáveis.

Os pais precisam estar preparados para responder às dúvidas e desmentir fake news, para que a ansiedade dos pequenos não cresça.

Pergunte ao seu filho o que ele já sabe

Isso é importante, pois, como esse é um assunto que vem sido tratado em diversas mídias e, até mesmo, em conversas pessoais, é possível que a criança escute fragmentos de informações. 

Por exemplo, o pequeno pode ter ouvido apenas que pessoas do mundo todo estão morrendo, mas ele não sabe o por quê. 

Então, descobrir o que seu filho sabe é o primeiro passo para acalmá-lo e poder explicar sobre a situação.

Diga a verdade e sem alarmismo

Lembre-se de que o entendimento das crianças é diferente do nosso. Por isso, busque explicar sobre a doença de uma forma clara e simples. 

Explique que o coronavírus se parece com uma nova gripe, mas que os cientistas já estão pesquisando sobre. Diga também pra criança ficar tranquila, pois as pessoas que têm sido mais afetadas com isso são as mais velhas.

“Mais velhas? Então o vovô e a vovó correm perigo?"

Naturalmente essa dúvida surgirá em algum momento, por conta da disseminação da informação. Então, é preciso que os pais estejam preparados para responder a tal questionamento também.

Diga a criança que, apesar de ser as pessoas mais velhas que têm sido mais afetadas, a maioria delas já estão se recuperando, e caso aconteça com o vovô ou com a vovó, haverá um médico para ajudá-los a se curarem também. Então, não é preciso ter medo.

E por falar em medo… dê atenção aos medos do seu filho

Demonstre que você se importa com os medos da criança e diga que está tudo bem ela sentir medo. 

Busque acolher o pequeno para que ele se acalme, explique que ele está seguro e diga que, caso tiver dúvida, que busque a família para lhe explicar. Além disso, o alerte para não acreditar totalmente em informações dos amiguinhos e, caso ouça uma informação sobre a doença, que conte à mamãe ou ao papai.

Conte histórias de superação

Muitas vezes na vida, nós precisamos de histórias de superação para nos acalmar e nos mostrar que vencer é possível. Com as crianças é assim também.

Conte ao seu filho que existem muitas pessoas que tiveram a doença, mas que conseguiram se recuperar e hoje estão bem! Diga que até mesmo houve alguns casos de brasileiros que estavam em países de alto contágio, mas que não tiveram a doença.

Não se esqueça de falar sobre a higiene e a prevenção

Deixe claro que a melhor forma de prevenir a doença é lavando bem as mãos e evitar ficar esfregando os olhos ou colocando a mão no rosto, nariz e na boca.

Um jeito interessante de incentivar a criança a lavar as mãos, é através da música. 

Segundo o CDC (órgão de saúde americano), a lavagem das mãos deve ter a mesma duração da música “Parabéns a você” cantada duas vezes. Então, cante e incentive seu pequeno a cantar essa canção no momento de lavar as mãos. 

Atos assim ajudam a deixar o momento mais divertido, facilitando a aceitação das crianças em fazerem algo que possa parecer chato.

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Bio

Profª Esp. Valéria Gomes Ramos

Profª Esp. Valéria Gomes Ramos foi aluna do curso de Formação de Docentes, graduada em Pedagogia, especialista em Psicopedagogia Institucional e Clínica e Aconselhamento Cristão Contemporâneo. Possui formação nas áreas que envolvem autismo, especialmente o ABA, cuidado da família, equipe motivada e educação especial. Valéria apresenta experiência há mais de sete anos na área de educação com os mais diversos públicos, atuando diretamente na orientação de pais e professores, técnicas motivacionais e superação de dificuldades de aprendizagem.

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